quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Pink and Blue


Tornou-se uma tradição, anualmente iluminar as edificações públicas de todo o País com as cores referentes às campanhas contra o câncer, aqui no Distrito federal e em todo o restante do Brasil.
O mês de outubro é dedicado à conscientização da mulher sobre os cuidados que ela deve ter para se manter com boa saúde, e, em função disso, cobre-se toda a Esplanada dos Ministérios com uma iluminação da cor de rosa.

A Secretaria de Saúde do DF divulga calendário de atividades, palestras, encontros; o titular da pasta concede entrevistas aos telejornais locais e tantas outras coisas; promovem-se, como se fosse fácil, o tão esperado e almejado acesso à saúde pública no DF.

Quem presencia a pompa com que se faz tal campanha pode mesmo chegar a crer que basta se dirigir a um posto de saúde, ou a qualquer outra unidade pública de atendimento à saúde, que tudo ficará resolvido. Não é bem assim. No último dia 3 de outubro de 2016, por exemplo, o jornal Correiobraziliense trouxe uma matéria com alusão à campanha de combate ao câncer de mama.

Já na edição do dia 6 de outubro de 2016, o mesmo jornal publicou matéria que expôs um dado aterrador; segundo noticia o diário, em apenas 24 horas 156 brasileiras descobrem que são portadoras de câncer de mama. O mais terrificante desse dado, é o fato de que essas são as pessoas que tiveram acesso, mesmo que precário, à rede de assistência à saúde. Quantas outras mulheres poderiam ter sido diagnosticadas caso também tivessem tido a oportunidade de consultar um médico e de realizar os exames indicados ?

Do jeito como as coisas são divulgadas, tudo parece está funcionando bem, quando na verdade, sequer funciona mal; ficar sabendo é bom quando há recursos para o devido e adequado tratamento da doença; descobrir que foi acometido de tal enfermidade e não ter como tratá-la na corrida contra a morte certa é desesperador. Abala a paciente e todos os seus familiares.

O portal G1 de 20 de outubro de 2016 fez um levantamento chocante; em plena campanha de conscientização e combate ao câncer de mama, esse veículo divulgou que no DF de um total de doze equipamentos de mamografia existentes na rede de saúde pública, apenas 4 estavam funcionando naquela data, os outros oito equipamentos estariam parados dentro dos hospitais, por falta de manutenção; e, o pior, cerca de oito mil mulheres aguardavam na fila de espera para fazer o exame de mamografia. Não é pouca gente, não. A secretaria de saúde, como sempre, se limitou a informar que  está "("credenciando empresas para ampliar a oferta desse exame e reduzir a fila atual", mas não há previsão para que o serviço seja regularizado.)".

Terminada a campanha do outubro rosa, os órgãos oficiais principiaram uma nova campanha, a de combate ao câncer de próstata, novembro azul ou simplesmente “De novembro a novembro azul - movimento permanente pela saúde integral do homem”,  e o que mais chama a atenção é um dado não menos alarmante trazido à tona pelo portal da Agência Brasil, em 31 de outubro de 2016; segundo a EBC, o "câncer de próstata mata um homem a cada 40 minutos no Brasil"; é muito homem morrendo.

O portal G1 de 1 de novembro de 2016 também informa que os monumentos da cidade de São Paulo serão iluminados com luzes azuis, enquanto que a edição de 2 de novembro de 2016 traz um alerta, que segundo noticiado, o câncer de próstata é o segundo mais verificado na população brasileira masculina.

Não basta fazer campanhas, há que se disponibilizar meios para que as pessoas possam diagnosticar e tratar a doença; campanhas caras e pomposas não servem para nada, a não ser para fazer propaganda de governos incompetentes, pois governos competentes e comprometidos em solucionar as demandas da população não necessitam fazer campanhas publicitárias, seus atos falam por si só.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

GDF: dois pesos, duas medidas


Os servidores públicos do Distrito Federal tiveram a garantia de reajuste salarial aprovada em lei distrital, por três anos consecutivos, ainda no governo Agnelo Queiroz/PT; na época, a carreira dos trabalhadores da socioeducação aceitou um índice de reajuste salarial não condizente com o desgaste promovido pela inflação, contudo, havia a segurança legal de que seus salários seriam recompostos nos dois anos subsequentes, conforme índice acertado com o governo da época.

O governo Rollemberg deveria ter pagado a última parcela dos reajustes salariais aos servidores públicos conforme um cronograma que varia de setembro a novembro de 2015, salvo engano; pois bem, o governador preferiu jogar para a plateia durante todo aquele ano, empurrou a mídia mais desatenta e a população distrital contra os servidores públicos, até que, diante de uma perspectiva de não haver uma negociação séria por parte do governo, irrompeu-se um movimento grevista como jamais fora visto dentro do Distrito Federal; 32 categorias paralisaram suas atividades, total ou parcialmente, e, isso, não foi diferente com os servidores da socioeducação do DF.

Os servidores públicos à época apenas reivindicavam o cumprimento da lei, pois ninguém está acima dela; se é impositivo ao cidadão o cumprimento da legislação, quanto mais ao Estado, esse sim é que tem mesmo o dever moral e também legal de honrá-la.

Mesmo com o caos se estabelecendo mediante o  surgimento de greves a todo instante como a das merendeiras, dos vigilantes, das monitoras, da PC, operação padrão da PM, greve dos funcionários dos restaurantes comunitários, agentes penitenciários, agentes socioeducativos, professores, área de saúde, metroviários, rodoviários e tantas outras, Rollemberg se manteve inerte.

A governança preferiu se agarrar à tal LRF e à toga dos juízes que lhe dão guarida, para sufocar os movimentos grevistas, de maneira autocrática, sob ameaça de imposição de multas extorsivas e de demissão sumária de servidores. 

O movimento paredista, evidentemente, arrefeceu e o governo resolveu a assumir o compromisso de pagar os devidos reajustes no ano de 2016; não obstante tudo isso, mais uma vez ele se acovardou, não cumprido com sua palavra e se escondeu por detrás de desculpas que não convencem nem mesmo ao mais crédulo dos cristãos. Resultado tudo começou a acontecer como no ano de 2015.

Diante desse imbróglio, em 14/10/2016, o jornal Correiobraziliense trouxe um artigo em que afirmava que governador não pagaria o reajuste salarial dos servidores, sob a argumentação de que não teria conseguido recursos para garantir a concessão dos benefícios. 

As ameaças voltaram, e, dessa vez, em forma de decreto. Em 7/10/16 o portal G1 informou que o GDF se precaveu e editou um decreto anti-greve; por essa normativa, o GDF fica autorizado a descontar os dias de falta ou de prestação irregular de serviço em caso de greve, paralisação, má prestação ou retardamento de serviços públicos, além da instauração de um processo disciplinar contra o servidor grevista.

A Câmara Legislativa do Distrito Federal, porém, (em cumprimento do seu dever, pois teve uma lei por ela aprovada, desrespeitada), diante de tamanha arbitrariedade, reagiu à forma ditatorial da qual Rollemberg se utiliza, para solucionar problemas salariais, segundo noticiado no mesmo portal G1, e, por um placar acachapante de dezessete votos (todos os parlamentares que estavam presentes à sessão), suspendeu os efeitos do famigerado decreto-ditatorial.

Dois pesos, duas medidas? Sim. O governador Rollemberg, segundo a regra que deseja aplicar contra o servidor, constante do tal decreto, teria não só de ter o ponto cortado; ele teria mesmo de renunciar, pois a prestação irregular de serviço, paralisação, má prestação ou retardamento de serviços públicos é uma característica marcante da sua péssima administração.

O jornalista e apresentador Braga do jornalismo das 19h30 na Rede Record Brasília corrobora com a tese acima defendida; para ele quem não cumpre a Lei vive à sua margem, dessa forma, nada mais é do que um marginal. E, isso, evidentemente se aplica ao governador Rollemberg e sua trupe.

A alegação de que não tem dinheiro para pagar as dívidas (os devidos reajustes salariais) não constitui desculpas plausíveis; qualquer devedor tem a obrigação de honrar seus compromissos; eu ou qualquer outro servidor do DF ou da iniciativa privada não temos o condão de chegar junto aos nossos credores e simplesmente dizer que não pagaremos porque não temos dinheiro. O BRB (banco oficial do GDF não aceita essa explicação, CEF - casa própria, idem).


terça-feira, 25 de outubro de 2016

Trezentos


Há um dizer popular muito conhecido, que diz não haver almoço grátis. E por que será que essa expressão é tão difundida?

Já ouvi dizer que essa é uma crendice inglesa, uma vez que empresários britânicos teriam por costume marcar almoço para discutir durante a comilança detalhes de negócios já iniciados e assim acertarem os últimos detalhes e concluírem seus negócios, isto é, alguém fecharia um bom negócio, logo a farra seria paga pela outra parte.

O que se tem visto mais recentemente no cenário  político nacional é algo parecido; haja vista que os jornais têm divulgado ultimamente que essa prática está em voga, adotado pelo Presidente Temer, que teria convidado um grupo de parlamentares para jantar. Segundo a revista Veja, os mais de quatrocentos deputados que apoiam o atual governo foram convidados a participarem do banquete, sendo que cerca de trezentos deles já haviam confirmado presença.

Segundo informa um determinado portal http://www.boatos.org/politica-2/jantar-de-temer-deputados-custou.html a festança teria custado aos cofres públicos a bagatela de míseros trinta milhões de reais.  E o deputado Rodrigo Maia, Presidente da Câmara, praticou o mesmo gesto de Michel Temer, porém ele teria praticado um gesto menos generoso, pois segundo informa outro portal http://cearanews7.com/noticia/temer-e-rodrigo-maia-se-reunem-com-300-deputados-para-discutir-votacao-da-pec-que-limita-os-gastos-publicos, Maia teria oferecido apenas um coquetel, também para cerca de trezentos parlamentares.

Algumas indagações ficam no ar: Por que será que esses líderes tiveram de oferecer mimos aos deputados, para que eles votem a favor da tal PEC 241? Será que está valendo a expressão popular que afirma não haver almoço grátis? e, se for o caso, quanto custará aos brasileiros o apoio dos deputados para aprovação do da PEC 241?

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Jabuti não escala árvore...


Há tempos venho defendendo entre amigos e colegas de trabalho que as movimentações no âmbito do Congresso Nacional é no sentido de tentar se aplacar as ações do Ministério Público, da Polícia Federal, bem como do Juiz Sérgio Moro, no tocante às investigações contra a corrupção.
Isso vem se mostrando cada vez mais explícito, basta ver que nessa segunda-feira, 19/9/2016, os deputados federais tentaram aprovar um PL que tramita há muito tempo nas dependências da Câmara Federal; o objetivo da aprovação desse PL seria fazer frente à presença incômoda do PL patrocinado pelo Ministério Público Federal, que propõe  dez medidas contra a corrupção.
No bojo do tal PL, que os parlamentares tentaram aprovar sorrateiramente, havia uma emenda que tem por objetivo exatamente anistiar aqueles que se locupletaram com a bonança do famigerado caixa dois. O enredo fica ainda mais triste porque até a presente data não há a autoria do jabuti, parece incrível, mas ninguém sabe quem propôs a tal emenda da anistia geral à corrupção.
Os Presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Renan Calheiros se manifestaram; o primeiro disse que não estava no exercício da Presidência naquele dia, enquanto que o segundo negou ter qualquer participação no episódio. Já O primeiro-secretário da Câmara, Beto Mansur, que presidiu àquela sessão, disse que além de não conhecer o projeto, também desconhecia o que estava dentro dele, segundo informa o Portal G1. Lastimável! Como  o Presidente de uma Casa Legislativa pode pautar algo desconhecido?
O blog do Kennedy Alencar abre seu artigo, nessa segunda-feira, afirmando que PSDB, DEM, PMDB e PP fracassam ao tentar anistiar caixa 2. Para o colunista, atitude como essa praticada por suas excelências só demonstram o nível de decadência dos nossos representantes. Segundo o jornalista, toda a manobra teria sido germinada dentro da base de apoio ao atual governo Temer, principalmente por PMDB, PSDB, DEM e PP, que estariam em pavorosa em razão de um tal listão comprometedor da empreiteira Odebrecht.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Ruy Muniz prefeito afastado e candidato à reeleição em Montes Claros/MG está de volta às páginas policiais


Em 9 de setembro de 2016, o Jornal da Record noticiou que Ruy Muniz-PSB/MG atualmente prefeito afastado e candidato à reeleição na cidade de Montes Claros em Minas Gerais estava solto em  razão de liminar, não obstante isso, o candidato estaria usando tornozeleira eletrônica. Agora, o prefeito retornou às páginas policiais; segundo o portal G1 "Uma equipe da Civil de Belo Horizonte está na cidade para realizar a operação Tolerência Zero, que tem como objetivo comprovar fraudes no setor de transporte da prefeitura durante a administração de Ruy Muniz.", no entanto, o prefeito não teria sido encontrado e já estaria sendo considerado foragido. Essa figura é a mesma que fora homenageada pela esposa, a deputada federal Raquel Muniz-PSD/MG, por ser, segundo ela, exemplo de honestidade e competência. Ela rendeu homenagens efusivas ao marido no momento em que votava contra a corrupção e pelo impedimento da Presidenta Dilma.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Outra versão...

A minha vida é uma noite sem fim, sem estrelas e sem Lua, uma escuridão eterna; vivo tal qual um cego, a tatear; as minhas pernas vacilam, os meus passos são em falso...
Não tenho perspectivas, ou melhor, eu as tenho, contudo não são as melhores; os meus dias se esvaem como a água a escorrer por entre os dedos das mãos; eu me sinto perdido, a vida já não me faz nenhum sentido...
Acredito que não sou forte nem fraco, eu apenas sou..., ou quem sabe seria? Não sei..., não tenho a resposta, estou muito confuso; talvez eu seja mesmo confuso...; sinto que apenas estou vagando..., e mal, pela vida; ela já não me faz sentido algum; só sei que vivi bastante..., criei os meus filhos, os filhos da minha carne e que também são os filhos do meu coração e do meu espírito; vi meus netos, a quem tanto amo, nascerem, e quanta felicidade..., senti-me como se eu estivesse renascendo; eu os vi nascer; obrigado meu Deus..., eles estão crescendo..., talvez eles, no futuro, reputem a mim mais valor do que o que mereço, porém menos do que o reconhecimento que meus filhos e outros devessem reconhecer..., o tempo dirá e, se Deus quiser, não estarei mais aqui para presenciar...
Tenho, nesse instante, a sensação de que apenas estou vagando pela vida...; vida vadia..., vida meretriz..., diriam uns, outros porém, podem até mesmo discordar..., eu, contudo, sinto que apenas estou indo pela prostituta vida e ela já não  me faz nenhum sentido, não me concede nenhum prazer..., mas é avarenta.
O meu espírito se compraz na minha prole, não obstante isso, nela não encontra amparo, não encontra a paz, não encontra conforto nem segurança;  o meu espírito dentro da sua sapiência só me confunde; alguém já disse: Não sou poeta, sou triste.
E eu digo que a vida não me tem sido mãe, ela se tem revelado "má-drasta" no sentido literal da palavra.

domingo, 4 de setembro de 2016

O governador Rodrigo Rollemberg disse que está trabalhando para garantir o reajuste salarial dos servidores do GDF; resta ver pra crer...

O governador Rodrigo Rolleberg/PSB-DF, sorridente e aparentando estar muito à vontade, fala a respeito do impedimento da Dilma e de assuntos relacionados à sua gestão no DF.
Em uma longa entrevista concedida ao jornal Correiobraziliense, neste dia 4 de setembro de 2016, o governador  Rodrigo Rollemberg discorreu sobre muitos temas espinhosos, que se poderia dizer mais cruciais para a população do Distrito Federal, e para os servidores púbicos dessa Unidade Administrativa, do que para as suas pretensões políticas.
Ele acusou seu Vice-Governador, Renato Santana/PSD-DF, de não ter compromisso com o governo, ao se referir às gravações feitas pela Presidenta do SindSaúde/DF, Marli Rodrigues.  E, quando  questionado se em razão dessa falta de compromisso ele escolheria um novo nome para compor uma chapa para concorrer em 2018, Rollemberg desconversou; num parágrafo posterior, disse que  "A CPI DA SAÚDE PODERIA PRESTAR UM GRANDE SERVIÇO AO GOVERNO DO DF" se esquecendo de que nenhuma CPI deve prestar qualquer que seja a contribuição ao governo, mas tão-somente à boa política, indispensável ao bem estar da população, afinal os governos não são mais importantes do que os governados; estes sim, merecem todo o respeito do mundo, pois os governos, bons ou maus, adjetivo coladinho ao governo Rollemberg, passam  hoje ou amanhã, mas passam, já o povo permanece.
O jornal quis saber se Rollemberg não vai exonerar os profissionais de segurança pública, que exigem a publicação da exoneração no D.O.D.F., o governador, todavia, preferiu brincar com aqueles profissionais afirmando não acreditar que a questão salarial seja mais importante que a imagem da corporação, e, mais uma vez, se esqueceu de mencionar que imagem não paga dívidas, plano de saúde, escola, juros do cheque especial, etc, etc. A reportagem ainda o questionou a respeito do reajuste salarial de 32 categorias de servidores públicos distritais previsto para outubro de 2016, o governador disse que está trabalhando para garantir o pagamento; resta ver pra crer...